terça-feira, 18 de dezembro de 2007



OS DONOS DA NOITES ROUBAM LITERALMENTE A NOITE

Passando a vista pelo cartaz e a sinopse do filme, o público pode pensar que se trata apenas de mais um filme policial com gângsteres. Mas é só apagar as luzes do cinema e começar a rodar o filme para perceber que existe sim uma proposta diferenciada. Até que ponto uma pessoa pode conviver pacificamente em dois lados tão distintos é a questão central, e com muita habilidade o diretor e roteirista James Gray vai apresentando seus personagens em "Os Donos da Noite". Joaquin Phoenix vive um empresário da noite, comanda a boate El Caribe e aproveita ao máximo os prazeres da vida ao lado de sua namorada porto-riquenha Amada (Eva Mendes). Conhecido como Bobby Green, ele sabe que precisa tolerar a presença de pessoas perigosas, como o traficante russo Vandim Nezhinski (Alex Veadov), para ver seu negócio prosperar.

O que ninguém sabe é que Bobby é irmão do destemido policial Joseph Grusinsky(Mark Wahlberg), que acaba de ser promovido a liderar uma operação contra o tráfico. Mas o gerente da boate não está disposto - a priori - a dar qualquer passo que possa comprometer suas relações empresariais, por isso mesmo, desde o início da carreira adotou o sobrenome da mãe. Quem acaba tendo que intermediar a relação é o pai Burt Grusinsky (Robert Duvall), um renomado chefe da polícia de Nova York.E é nesse momento em que se apresenta o grande pecado do filme. A máfia russa de um lado dominando a região com o tráfico de drogas, a polícia tentando coibir a ação e Bobby no meio sem que os traficantes - experientes - descubram seu laço sanguíneo com as autoridades policiais. Deixando essa gafe de lado, o filme consegue fugir dos personagens maniqueístas e revela, ao longo dos 117 minutos, pessoas multifacetadas.

Quando a relação da polícia e dos mafiosos russos fica mais tensa e a vida dos policiais Grusinsky estão em perigo eminente, Bobby se vê obrigado a perceber - da forma mais dolorida - que será preciso tomar uma posição definitiva em todas as áreas, negócios, família e amor.

Com frases de efeito, fotografia densa e trilha sonora apropriada, James Gray aborda um drama policial recheado de dilema familiar com propriedade. Destaque para a cena de perseguição nas ruas de Nova York. A chuva é intensa e para dar um clima de suspense o diretor não aposta em música alguma. O som escolhido é o do barulho dos limpadores de pára-brisas e da aceleração dos carros - alcança seu objetivo.

Concorrente à Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, Os Donos da Noite surgiu devido a uma fotografia publicada no jornal New York Times durante o funeral de um policial, em que vários deles estavam se abraçando. Na década de 80, a polícia adotou o slogan "We Own the Night" (título original do filme). Com um orçamento de U$21 milhões, Gray se recusou a gravar as cenas do longa em Toronto, mesmo os custos sendo mais baixos. As filmagens ocorreram nas vizinhanças do Bronx, Manhattan, Brooklyn e Queens - local onde ele foi criado.

Este é o terceiro filme do cineasta que vem conquistando seu espaço em festivais internacionais. Em Caminho sem Volta (também com Phoenix e Wahlberg) participou da mostra Competitiva de Cannes, e com Fuga para Odessa recebeu dois prêmios no Festival de Veneza. Seu próximo projeto,Two Lovers, previsto para 2009, também será estrelado por Joaquin Phoenix.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

31/05/2007 - 18:09

Filho de Johnny Cash abre o jogo sobre os vícios de seus pais

Se, depois de assistir a "Johnny e June", sobre o início do romance entre o fora-da-lei da música country Johnny Cash e sua mulher, June Carter Cash, você imaginou que depois disso os dois viveram felizes para sempre, o filho do casal gostaria de esclarecer alguns pontos.
John Carter Cash, 37 anos, acaba de escrever um livro relatando a luta que seu pai travou contra as drogas por toda sua vida e revelando pela primeira vez que sua mãe também consumia comprimidos em grande quantidade e com frequência sentia um medo paranóico de que seu terceiro marido fosse infiel a ela.

Visto de fora, o casamento de 35 anos dessas duas personalidades tão díspares parecia uma união de conto de fadas, mas, disse o filho deles em entrevista, "a realidade é que o sofrimento continuou e se agravou ao longo dos anos".

Tendo dois viciados como pais, sem falar em meias-irmãs que se viciaram em drogas, não surpreende que John Cash também tenha acabado se viciando.
Embora, ainda criança, ele tenha viajado pelo mundo, conhecido presidentes e vivido com luxo, sua infância foi marcada pelo medo constante de que seus pais iriam se divorciar.

Somando-se ao clima de insegurança, os problemas financeiros do casal na década de 1980 quando a carreira de Johnny Cash passou por um período de baixa obrigaram seus pais a vender suas jóias para conseguir pagar seus empregados.
Apesar de tudo isso, "Anchored in Love: The Life and Legacy of June Carter Cash" (Ancorados no Amor: a Vida e o Legado de June Carter Cash), que chega às livrarias americanas em 5 de junho, faz uma homenagem comovente à mãe do autor, que em público vivia à sombra de seu marido mas, em casa, era quem comandava o show.

AMOR INCONDICIONAL

"O amor de meus pais um pelo outro durou a vida inteira deles", disse Cash. "Eles não desistiram nunca. Aceitavam um ao outro totalmente, incondicionalmente."
Mas às vezes a maneira pela qual mostravam isso era estranha.
Em um incidente traumático ocorrido quando John Cash tinha 10 anos, o menino, às lágrimas, viu seus pais brigando durante horas e horas. Enquanto seu pai disparava insultos verbais as brigas nunca degeneravam em violência física, sua mãe ameaçava deixá-lo de uma vez por todas.
Depois de horas, os dois chamaram o garoto para lhe comunicar uma notícia. Ele já estava preparado para ouvir que iriam se divorciar mas eles tinham decidido renovar seus votos de casamento.

Como mostrou o filme "Johnny e June", Johnny Cash consumia comprimidos em quantidade maciça para enfrentar os rigores das turnês e seus demônios pessoais. Ele se livrou do vício com a ajuda de June, mas acabou recaindo no final dos anos 1970.

O livro relata um ciclo interminável de experiências de quase morte de Cash, passagens por clínicas de reabilitação e intervenções diversas.
"Meu pai nunca ficava violento, apenas ausente", disse John Cash. "A mesma coisa aconteceu com minha mãe mais tarde."
June era compulsiva, especialmente quando se tratava de gastar dinheiro.

No início dos anos 1990, June passou a usar narcóticos sob receita médica. Ela parou de falar em sentenças completas e se isolava em seu mundo próprio.
John Cash, que é produtor musical, disse que seus pais ficariam felizes com a publicação do livro, porque nunca queriam que nada fosse escondido.
cena do filme donos da noite"we owen the night"


joaquin phoenix




Nascido em Porto Rico, o ator teve uma infância bem diferente. Seus pais eram missionários e o menino viajava com eles por toda a América do Sul e Central. Tendo aparecido nas telas pela primeira vez em 1982, na sitcom Seven Brides for Seven Brothers ao lado dos irmãos River e Liberty, Phoenix passou por uma fase em que se desiludiu com a profissão. Voltou ao cinema somente com Um Sonho Sem Limites, ao lado de Nicole Kidman. Ganhou fama após atuações em Gladiador e Contos Proibidos do Marquês de Sade .


Joaquin Raphael Phoenix _nasceu em 28 de outubro de 1974, em Porto Rico. As moças podem chamá-lo carinhosamente de Kitten. "Quando saio, não forço as mulheres a pronunciarem corretamente meu nome. Digo que podem me chamar pelo apelido."
Depois de interpretar o vilão de Gladiador,viveu um soldado no filme independente Buffalo Soldiers. A produção é uma comédia de humor negro sobre um grupo de soldados americanos na Alemanha, durante a queda do Muro de Berlim, em 1989.
Joaquin é o filho do meio e seus irmãos têm nomes que não desmentem o passado hippie da família: River, Rain, Liberty e Summer.



Joaquin mora em Nova York, num apartamento alugado, no mesmo prédio que o diretor Gus Van Sant e Casey Affleck, irmão de Ben Affleck e seu melhor amigo. A irmã Summer também se mudou para o edifício.
Aos quatro anos, decidiu que queria um nome mais de acordo com o dos irmãos e, com o pai, escolheu Leaf (folha), que usou até os 19 anos, quando voltou a usar seu nome original.


Vegetariano desde os cinco anos, ele nem sequer prova os derivados do leite. Quase não bebe álcool e não toma café. Mas fuma bastante.
A fase de ator juvenil deixou suas marcas e virar ídolo adolescente nem passa pela cabeça do ator. E se isso acontecesse, ele diz que engordaria bastante e ainda faria uma cicatriz no rosto.



Jude Law - Em alta após O Talentoso Mr. Ripley, Jude Law era o preferido do estúdio para fazer o imperador de Roma em Gladiador. Mas o diretor Ridley Scott batalhou para ter Joaquin Phoenix no papel.


A cicatriz do lábio no lado superior parece com aquela resultante da operação de lábio leporino. Mas não é: ele já nasceu com ela.



Joaquin é militante na defesa dos animais e já se recusou a aparecer pescando num filme. E também nem cogitou a hipótese de interpretar um toureiro: “Só se o touro ganhasse e me matasse no final”, brinca. Fotografando para a Prada, negou-se a usar sapatos de couro.
A única namorada conhecida é Liv Tyler, que conheceu durante as filmagens de Círculo das Paixões. Eles ficaram juntos por três anos e continuam bem amigos.
Joaquin trabalha por impulsos. Na escolha de um papel, costuma se guiar pelo roteiro e precisa se apaixonar pela história. “Fazer filmes é um processo muito difícil, complicado. Não é tão puro como eu gostaria”, diz.
John Bottom e Arlyn Dunetz são os pais de Joaquin. Quando se converteram à seita Meninos de Deus, eles trocaram o sobrenome para Phoenix, simbolizado o renascimento deles. E assim começou a dinastia Phoenix.
Aos 15 anos, e frustrado com a falta de papéis interessantes para garotos de sua idade, ele deu um tempo no cinema e foi viver a vida. Os pais estavam se separando e ele foi viajar com o pai pelo México e América Central. Só voltou ao cinema em Um Sonho Sem Limites.
Joaquin cresceu sob a sombra do irmão mais velho, River Phoenix, que morreu de overdose em 1993, na frente de um clube em Los Angeles. Joaquin estava junto e foi quem pediu socorro por telefone. Ele levou um ano para conseguir voltar a sua vida normal.


Em Contos Proibidos do Marquês de Sade, Joaquin faz um padre torturado pelo desejo pela personagem de Kate Winslet. Ao viver papel tão complexo, Phoenix arrancou elogios da crítica.
O ator diz não conseguir entender a fascinação das pessoas pelos astros e estrelas: "Atores são idiotas". Além disso, é do tipo tímido, não muito chegado a dar entrevistas. Em função disso, tem fama de ser pouco articulado e tenso, mas também bem-humorado.
Na lista de favoritos de Phoenix, Peter Sellers ocupa o primeiro lugar na categoria "Ator". Diz que o admira porque sempre escolhia personagens bem diferentes para viver nas telas.
Quando acompanhava seus pais nas longas jornadas, ele, River e sua irmã Rain cantavam louvando a Deus nas ruas das cidades onde moravam, como Caracas, na Venezuela.
Joaquin é ligadíssimo à família e adora falar de Rio, o sobrinho de três anos, filho da mana Liberty. O nome da criança, claro, é homenagem a River Phoenix.



Zodíaco – Sol em Escorpião, lua em Áries.



Filmografia:




2007 -Reservation road


2007 - Os donos da noite (We own the night)


2005 - Johnny e June (Walk the line)


2004 - Hotel Ruanda (Hotel Rwanda)


2004 - Brigada 49 (Ladder 49)


2004 - A vila (Village, The)


2003 - Irmão urso (Brother Bear) (voz)


2003 - Dogma do amor (It's all about love)


2002 - Sinais (Signs)


2001 - Guerreiros buffalo (Buffalo soldiers)


2000 - Gladiador (Gladiator)


2000 - Caminho sem volta (The yards)




1999- 8 milímetros (8mm)


1998 - Clay pigeons


1998 - Pela vida de um amigo (Return to paradise)


1997- Reviravolta (U-Turn)


1997 - Círculo de paixões (Inventing the Abbotts)


1995 - Um sonho sem limites (To die for)


1993 - Canceled Lives: Letters fro the inside (voz)


1991 - Walking the dog




1988 - Testemunha secreta (Secret witness) (TV)


1987 - Russkies


1986 - SpaceCamp - Aventura no espaço (SpaceCamp)


1985 - Kids don't tell (TV)


1984 - Backwards: The riddle of dyslexia (TV)

Prêmios



- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "Johnny e June" (2005). - Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por "Gladiador" (2000).


- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "Johnny e June" (2005).


- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, por "Gladiador" (2000).


- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Ator, por "Johnny e June" (2005).


- Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante, por "Gladiador" (2000).


- Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Performance, por "Johnny e June" (2005).


- Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Vilão, por "Gladiador" (2000).


- Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Diálogo, por "Gladiador" (2000).

Curiosidades
- No início da carreira usava o nome artístico de Leaf Phoenix.- É irmão do ator River Phoenix, que faleceu em 1993.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sábado , 24 de Novembro de 2007
Entrevista Playboy Magazine de Dezembro.
Como prometido, aqui está a entrevista traduzida, faltando apenas a última pergunta, pois a página foi tirada do ar!
Playboy: você ganhou nomeações ao Oscar por torturados, personagens confusos em 'Gladiador' e 'Johnny e June". Por que você vai em direção ao escuro, papéis difíceis?
Phoenix: Fico lisonjeado quando as pessoas dizem isso de mim, mas muitas vezes me dão mais crédito do que eu mereço. Antes, não havia muita estratégia de escolher papéis. Eu não recebia 400 ofertas de filmes; me ofereciam quatro, e eu fiz esses filmes. Vamos ser honestos: Se eu tivesse 1,80 de altura, louro e musculoso, eles teriam derrubado minha porta. Qualquer ator que não admita isso está errado. Mas quando você se tem estabelecido, você tenta passar pra outra posição.
Playboy: Essa "outra posição", você quer dizer ter a oportunidade de fazer papéis principais?
Phoenix: A ironia é que estão me oferecendo todos aqueles que habitualmente são oferecidos aos de 1,80, loiros com o peito forte. E eu: "Vocês são loucos? Estou finalmente começando a pegar algum trabalho de verdade, e agora vocês me querem pra fazer filmes onde eu corro por aí com uma arma, perseguindo uns caras?". Eu não posso compreender atores que, após darem duro por anos, são indicados ao Oscar com 45 anos e ganham, e os próximos 10 filmes que eles fazem são um lixo.
Playboy: Você nasceu em Porto Rico e viajou extensivamente na América do Sul e Central com seus pais, que eram missionários do culto 'Children of God'. Essa experiência preparou você para o mundo real?
Phoenix: Eu não sei qual experiência poderia preparar ninguém para o mundo real. Eu cresci pobre, mas tinha um mundano, rica experiência. Eu me adaptei muito bem a muitas situações, e me sinto confortável em uma série de ambientes e com pessoas diferentes. Eu não mudaria nada.
Playboy: Você começou a atuar aos oito anos de idade, mas em 1993 se tornou fomoso quando o público ouviu você em uma chamada de um telefone do Viper Room, pedindo ajuda para o seu irmão mais velho River, que tinha sofrido uma overdose. É difícil o suficiente para imaginar o que foi, como para você e sua família, mas imagino como esse apelo e os acontecimentos teriam sido explorada hoje em blogs como TMZ.com e nos programas semanais de celebridades.
Phoenix: Foi horrível. Quando meu irmão faleceu, foi o fim de uma era, e você está certo: Se isso tivesse acontecido muito mais tarde, teria saido em muitos blogs. A quantidade de informação voando pra lá e pra cá agora vai além da compreensão. Suponho que sempre foi um equivalente ao longo da história, mas as vezes é difícil de engolir. Isso faz você se sentir enojado sobre si mesmo e sobre os seres humanos. Você olha para si mesmo e diz, 'quando eu explorei os outros tenho sido voyeurista? Se alguém começa a falar de um amigo mútuo, eu digo, "Eu não quero saber". Eu nem sequer leio entrevista com um político, mas que se fosse político batendo em seu assistente, não quero ler, e eu não me importo.
Playboy: Você não se importa porque você acha que a informação é irrelevante para a desempenho político ou porque ouvir isso faz você ficar enojado?
Phoenix: A coisa que deveriamos debater no notíciario, o que os meios de comunicação deveriam seguir uma maneira sem coração, não é a família de alguém que já faleceu, mas o contrário - ah, não sei - como sobre com quem o presidente se deita? Isso não é para dizer que a vida do meu irmão não teve valor, mas certamente não mereceu ser mais abrangida do que a política mundial e outras questões importantes, sobretudo quando morte acontece todos os dias a milhões de pessoas por todo o mundo e nós não vemos para dar importancia a isso.
Playboy: Lidar com a morte de seu irmão, fez você pensar coisas como, por exemplo, vida após a morte?
Phoenix: Poha nenhuma. Não há nada lá. Nós vamos embora. Se eu tenho uma alma, não acho que ela interpreta vida, sentimentos ou experiência. O meu cérebro é o que faz sentir experiências e sentimentos para mim.Então, quando ela é cortada, como eu posso eventualmente compreender ou sentir alguma coisa?Playboy: Você teve uma experiência quase morte quando você capotou seu carro em uma estrada na canyon em Los Angeles em Janeiro de 2006?
Phoenix: Isso foi bastante intenso. Trânsito ruim as três horas da tarde, todos os veículos praticamente estavam estacionados, e os meus freios simplismente pararam. Foi como quando você perde o passo, esperando que o próximo passo esteja lá, e não está. Eu apertava no freio, e isso me levou a um segundo, espera, esse movimento fez o mundo todo à minha volta parar. Mas eu freava e nada. O horror que passou pela minha cabeça foi ver uma mulher no carro parado na minha frente e pensei 'eu não quero machucar ninguém'. Então para esquivar dos carros, eu virei à direita na montanha. Se eu tivesse atingido a montanha e capotado, teria explodido: Todos os air bags falharam, e eu aproveitei desse grande movimento porque tudo ficou bem. Foi como se o tempo tivesse parado e nada acontecido.
Playboy: Você também teve que lidar com questões de abuso de substâncias. Em 2005, poucos meses depois de concluir 'Johnny e June', você se internou numa clínica de reabilitação pra facilitar problemas com álcool.
Phoenix: Parágrafo dois, página 148, manual dos atores diz,"Se você quiser ser indicado para um Oscar, vá para reabilitação." Eu senti que precisava da indicação e, quando a reabilitação parecia não estar funcionando eu decidi virar o carro e dizer que o meu freios falharam. Deve ter funcionado. [Risos] Não, eu só pensava que estava indo para jogar ping-pong e cartas, e beber limonada em um excelente lugar por um tempo. Então eles me disseram eu ia ter que dizer meu nome, e merda. Era como, "Eu não acho que isto é exatamente o que eu imaginava fazer." Mas, sério, eu estou completamente bem.
Playboy: Você sempre manteve uma rigorosa dieta sem carne? Sem dieta diariamente? Algumas pessoas acham que você não é divertido pra dar uma volta?
Phoenix: Eu não tento impor o meu ponto de vista pra ninguem, e só posso dizer que o que eu sinto, é o certo pra mim. Claro, eu tive lapsos. Quando eu tinha cerca de 12 anos fiquei com um amigo em San Diego. Eles pediram pizzas, e foi como, "eu vou comer muita pizza." Eu comi duas fatias e vomitei durante dois dias. Não estou acostumado e eu anseio por saladas e legumes. Eu nunca adorei doce, e eu particularmente não gosto de alimentos muito ricos. Eu sou o sonho dos pais.
Playboy: Ter um irmão mais velho no show business fez você se preparar?Phoenix: Eu não tinha percepção de Hollywood, e meu irmão, que foi definitivamente famoso, não procedeu-se como tal. Nós não vivemos em Los Angeles, e não havia nenhuma atmosfera de Hollywood nos rodeiando. Crescer, Sidarta foi a razão para não ler 'Entertainment Weekly'.
Playboy: Seu personagem no filme de 1999 do Nicolas Cage, 8MM vendia pornografia. Você faria filmes eróticos?
Phoenix: Pornô é fantástico - não fantástico, é apenas o que é. Isso sempre esteve por aí, muito bom, legal, uma explosão, mas acho que a minha imaginação é muito melhor. Há algum tempo, porém, eu esperava fazer versões de filmes pornô que eu fiz. Isso poderia ter sido bom, como "Glad He Ate Her" para 'Gladiator'. '8MM' você pode querer fazer o remake como '8 centímetros'. Tenho um amigo que sabe de memória títulos pornos para cada filme que eu fiz. Isso é genial.
Playboy: Um dos seus atuais filmes, 'Os Donos da Noite', você interpreta um usuário de cocaína nos anos 80, gerente de um clube comandado pelos russos. Você e Eva Mendes dividem uma forte cena de sexo.
Phoenix: Ela foi tão profissional. Eu nunca vi tanta fome nos olhos de alguém - falando em todos os aspectos, querendo experiencia, estudar e fazer. Isso foi tão emocionante, porque estimula a sua fome. A cena de sexo foi umas das últimas que filmamos, mas é a primeira cena do filme porque uma hora meu personagem perde ela, ele nunca mais vai experimentar essa paixão, esse amor e aproveitar isso em sua vida de novo.
Playboy: Mendes, que disse que precisou de vodka pra controlar o nervosismo quando filmou a cena, chamou você de "um dos maiores atores da minha geração", mas também disse que trabalhar com você "era como trabalhar com um filhotinho de cachorro ou um de dois anos: Quando você consegue sua atenção é um fofo, mas por outro lado..."
Phoenix: Esse cachorrinho não sabia que era um filhotinho ou um de dois anos de idade. ele pensava que era um ator de 31 nos de idade tentando fazer um filme. Se eu soubesse que tinha que ser um filhotinho, eu teria sido muito mais fofo e lhe dado mais atenção. Minhas desculpas, Eva, mas eu tinha algumas outras cenas que você não estava. Esse cachorrinho tinha muito trabalho pra fazer.
Playboy: A imprensa estava certa em especular que você e ela tiveram um envolvimento romântico?
Phoenix: Eles falaram que estavamos namorando antes mesmo de eu conhece-la. Isso foi hilário. Nós saimos na primeira noite pra comer alguma coisa, e lá estavam fotógrafos por toda parte. Pensei 'quem é essa mulher?' porque eu juro por Deus, não conheço ninguém a menos que já tenha trabalhado com a pessoa. Sentir como se você estivesse sendo analisado é ruim quando você está trabalhando. Isso chegou a um ponto em que não poderíamos sequer sair, porque isso se tornou uma coisa. Estou sempre espantado com a fofoca que é literalmente criada do nada.
Playboy: Muitos homens iriam considerar Mendes uma mulher ideal. Qual é a sua ideal?Phoenix: Um pouco gorda, chata, sem humor, inteligência principalmente e com peitos extremamente pequenos. Não, eu não tenho um tipo particular. Sem ser pretensioso, doçura e simplicidade são tudo o que procuro. Eu vivo uma vida muito chata. Sou muito mais clichê, patético e pretensioso do que você provavelmente me daria crédito. Eu não quero fazer muito mais coisas quando eu não estou trabalhando. É importante que qualquer mulher que eu conheça saiba que não precisa ser estimulada fora de casa, porque eu não posso providenciar isso.
Playboy: Quando você sai com uma garota nova, você se considera em desvantagem, pois ela poderá ver seus filmes e pesquisar sobre você no Google?Phoenix: Eu tenho certeza que acontece, mas tudo o que posso fazer é ter certeza que eu nunca faria isso pra alguém. Não posso garantir que as pessoas em um prédio não tenham telescópios e olhem alguém. Recentemente um amigo disse: "Eu quero te apresentar uma amiga, uma garota. Ela é realmente agradável. É só olhar pra ela. Seu nome é -----" Eu vou conhecer ela quando eu conhecer ela. Eu certamente não vou procurar por ela na internet.
Playboy: "Reservation Road", outro dos seus novos filmes, é sobre os pais que lidam com a morte de uma criança. O quanto esse assunto sinistro contou em você?
Phoenix: Foi obviamente um material difícil, mas ironicamente, eu tinha um bom tempo. Adorei trabalhar com Terry George, o escritor e diretor - eu fiz 'Hotel Ruanda' com ele, porque ele disse que, diferente da América, "o resto do mundo pressupõe que eles estão perdendo crianças. Eles pressupõem que alguém vai bombardear eles. É apenas uma parte da vida." A América vive em um escudo. Então quando o 11 de setembro aconteceu, para uma grande parte do mundo era como, "Desgraçados, nós tivemos essa merda acontecendo há muito tempo." Era interessante para alguém com a perspectiva de George envolvido nesse filme, porque o perigo era que isso poderia simplesmente ter sido um festival de choro.
Playboy: Falando em choradeira, Casey Affleck realmente filmou sua choradeira enquanto você estava sendo tatuado?
Phoenix: Eu esqueci completamente que ele tinha filmado isso. Sim, eu fui uma cadela sendo tatuada. Não tenho problemas com não ser macho. Fiquei a vontade pra chorar enquanto uma tatto era colocada na parte interna do meu braço, o que é aparentemente um dos mais sensíveis locais onde você pode fazer isso. Casey e eu estivemos na Itália e queriamos tatuagens de círculos significando literalmente "nada". Nós estávamos zuando das pessoas que tatuam símbolos em seus braços e quando você pergunta, "O que é o símbolo"? Eles falam tipo, "Significa 'sabedoria', em gaélico" e você pensa: "Oh, dane-se". Wow, eu quero saber onde esse vídeo está.
Playboy: Você tem assistido 'Gladiador' ultimamente? Seu desempenho como o paranóico jovem herdeiro ao trono se mantém bem.
Phoenix: Eu vi só a primeira metade. Quando entrou meu personagem no filme, saí. É impossível pra mim ver esse filme - ou qualquer um dos meus filmes - da mesma forma, qualquer um que não foi diretamente ligado ao fazer isso. Vou apenas lembrar tentando fazer uma cena - o que eu sei e o que não sei. Então eu nunca vou ser precipitado. Quando se trabalha, toda a diversão de um filme é que você para de pensar e começar a se perder completamente nesse mundo. É uma má ideia para os atores crescer habituados a se ver na câmera, porque inevitavelmente você começar a fazer as coisas e tornar-se auto-consciente. A única forma de evitar é não estar ciente de si mesmo nesse modo ou pelo menos tentando não estar.
Playboy: Será que alguém alguma vez tentou convencê-lo de que se você fosse mais amigável e sociável em Hollywood, você pode vir a ser um grande nome?Phoenix: Pelo que me lembro, Michelangelo não foi particularmente social. Eu não acho que John Lennon foi particularmente social também. Todo o propósito de ser criativo é que você está fora de você mesmo, fazendo isso. Assim que você começar ser amigável, eu acho que você vai esquecer como é difícil tocar o sol.



Quarta-feira , 28 de Novembro de 2007




Filmagens em New Jersey. Ontem a equipe de filmagem do próximo filme do Joaquin Phoenix com o diretor James Gray, fez cenas em Hoboken, New Jersey. Filmaram na famosa boate 'Lana Lounge' em aproximadamente 4 horas de ontem. Paltrow disse que está animado para filmar em Hoboken. "Eu estive em Hoboken antes, mas nunca filmei aqui, Hoboken fica perto de minha casa". Disse Paltrow. "Eu optei por fazer este filme por causa do script, James Gray (diretor), e Joaquin - ele é um grande ator". Completou a atriz.




>Foto do Joaquin e Gwyneth, ontem, dia 27


O filme se passa no Brooklin, mas eles estavam em Hoboken porque o estado de New Jersey deu reduções fiscais para produções cinematográficas que fossem feitas em New Jersey. As filmagens começaram a duas semanas em New York, na semana passada Joaquin e Gwyneth filmaram em Coney Island.














Quinta-feira , 29 de Novembro de 2007 Set 'Two Lovers' Fotos do Joaquin e Gwyneth Paltrow filmando 'Two Lovers' ontem, dia 28, em NY.







































Sexta-feira , 30 de Novembro de 2007






Joaquin sai na capa da revista Nylon For Guys, na edição de inverno de 2008. Que traz também uma entrevista com ele. Confira a capa!



'Two Lovers' Duas fotos do Joaquin no set do filme, ontem, dia 29.